quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

fotos dos últimos dias...

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Passando pela fronteira França-Espanha [La Jonquera] pouco antes da nevasca que colapsou o trânsito na autopista. As pessoas ficaram paradas das 16hs até a manhã seguinte... ufa!


Montserrat, quando fomos devolver a autocaravana


Nossa querida amiga Fanny


Jantar na casa de Neus & Jean


... distantes pensamentos ...

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Voltando pra casa...

07.01.2010

Partimos bem cedo do camping de Avignon em direção à Barcelona. É uma viagem de uns 430 kms. Durante o percurso, passamos na casa do pai da Fanny, nossa amiga de Perpignan, para ter notícias dela. Foi muito bom porque além de pegar o telefone e o endereço dela em Barcelona, ele nos deu uma missão bastante importante: levar uma caixa de 12 garrafas de vinho para sua filha [Henri Desboeufs é vigneron independant en Espira-de-l'Agly, na região de Languedoc-Roussillon] e que acabou nos rendendo uma caixa de 6 garrafas! Optamos continuar a viagem por autopistas, o tempo é curto e passa depressa. Decisão altamente acertada, pois passamos na fronteira entre França e Espanha [La Jonquera], justamente uma hora e meia antes que ela entrasse em colapso pela nevasca às 16 hs. Quando passamos já havia bastante neve e parecia que estava piorando, durante um trecho havia apenas uma pista por onde todos passavam. Claro que só fomos saber de tudo o que ocorrera bem depois, pelo noticiário. A estrada só foi liberada no dia seguinte!!! Ficar retido lá teria sido um desastre. Chegamos e descarregamos toda a autocaravana e buscamos um lugar para estacioná-la durante a noite. Deixamos num posto de gasolina relativamente próximo. Dia 08 devolvemos o carro em Manresa. As 18 horas nos encontramos com Fanny e seu marido num café-livraria muito bacana, o Laie. Encontro marcante, divertido e infelizmente muito rápido. As 21 hs tinhamos um jantar com Neus e Jean Cristopher, nossos ex-vizinhos. Uma delícia de reencontro, Jean preparou uma raclette sensacional, que combinava também com o fantástico apartamento que eles reformaram! Muita conversa, lembranças e risadas depois fomos dormir para o dia seguinte retornar ao Brasil. Alguém lembra do rolo das malas? Pois é, adivinhem o que aconteceu ao chegar no Galeão? Dificil né... malas estraviadas... voo com atraso de mais de uma hora para Florianópolis. Mas enfim chegamos salvos, felizes, cansados e sem malas. Escala rápida em casa e parada no galpão Pegorini. Fim de viagem, começa outra... a de curtir os arquivos, editar os vídeos, reencontrar os amigos... nem deu tempo de baixar as fotos da camera ainda, na próxima eu mostro algumas das ultimas imagens da viagem.

"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis." Fernando Pessoa

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Avignon - Châteauneuf-du-pape - Gordes

Um belo dia! Mais um eu diria!
Pena não sobrar tempo para escrever sobre o que fizemos e pensamos, como um diário de bordo. Ele até existe, mas não será publicado tão cedo. O tempo é precioso, e aqui não resta muito, no fim do dia, a fadiga reclama seu lugar, a cabeça quer relaxar, os olhos descansar, o corpo tem fome...
Cedo fomos até Châteauneuf-du-pape para o "petit déjeneur" com o sol nascendo e correndo pelas vinhas. Subimos ao castelo em ruínas, que outrora fora o retiro de verão da corte papal, sediada em Avignon.
Numa adega de vinhos da região - Vinadéa - , que por sorte estava aberta, compramos uma garrafa para o almoço, do Domaine Pierre André, indicado no livro [vinhos franceses] como dos melhores produtores da região, uma garrafa para beber imediatamente, safra 2000. E assim foi feito. De Châteauneuf, seguimos por 50 kms até Gordes, um vilarejo espetacular no alto de um promontório. Andamos horas pelas vielas, escadarias e passagens, muitas fotos. Preparamos o almoço e abrimos a característica garrafa da "appellation". Tranquilos, descemos para a Village de Bories, composta por "casas" de pedras muito antigas, um precioso testemunho da arquitetura rural provençal dos séculos XVII e XVII... doidera.
A viagem está chegando ao fim, mas é o ínicio de outra.
Amanhã seguimos em direção da Espanha, e já temos uma "cita para cenar" com um casal muito legal, ela nativa de Badalona, Neus, catalã. Ele, francês da Martinica! Ele vai pra cozinha, de chef... acho que os aromas que exalavam para o andar de cima [onde eles moravam], quando a Geraldine cozinhava, devem ter feito alguma influência nessa história de o monsieur Jean Cristopher ir pra cozinha eheheh... porque ele sempre dizia que enlouquecia com os cheiros de comida que subiam!

Queremos agradecer os que nos acompanharam nesta viagem! Que façamos um bom ano para todos! salut!!!

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... começando o dia...


local da aquisição do vinho


solo característico da região de Châteauneuf-du-pape


chegando em Gordes


porte de Savoie


Vinho do dia - Châteauneuf-du-pape, domaine Pierre André - 2000


Gordes


poucas pessoas sabem, mas sou um Oliveira... Oliveira Paiva


"casas" de pedra, village de Bories


antes de chegar no camping, uma pausa pra um cafezinho às margens do Rhône

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Borgonha - Avignon

Beaune [camping Les Bouleux]
Avignon [camping Bagatelle]
Deixamos tudo meio encaminhado e saímos cedo do camping e nos despedimos da Borgonha com um café da manhã no vilarejo de Volnay. Situada numa encosta, entre Pommard e Mersault, esta próspera vila já era famosa no século XVII devido ao seu tinto, pálido e delicado, conhecido como "vin de paillé" [palhado]. Era feito com uvas prensadas entre treliças de palhas e fermentado com pouca maceração [contato entre o suco fermentando e as cascas de uva]. Segundo o clérigo e autor de "La situation de la Bougogne", de 1728, "as uvas deste terroir só podem ser deixadas por pouco tempo na cuba de fermentação... um momento a mais que o necessário, o vinho perdeza sua delicadeza..." No começo do século XX, o nome de Volnay era usado por comerciantes inescrupulosos para vender vinhos de uvas cultivadas em lugares tão distantes como o sul da França e a Argélia. O marquês de Angerville, proprietário em Volnay, reagiu contra isso, ajudando a lançar as bases do sistema de appellation contrôlée e fundar, em 1932, o Institut National des Appellations d'Origine. Assim como a Alsácia, a enorme quantidade de vilarejos despenderia alguns meses de exploração minunciosa... a Borgonha é um universo para os amantes do vinho, um mundo de possibilidades fotográficas e um lugar romântico por natureza.
O tempo estava bom [não chovia, porém, muita névoa e nublado] na Borgonha, mas logo deu lugar à neve. Em direção ao sul, seguindo o rio Rhone, paramos em Tain L'Hermitage, e com a neve que caía não pudemos subir a colina onde está uma capelinha muito interessante.
A neve não parava e pensava que Avignon pudesse estar do mesmo jeito, mas descendo um pouco mais a temperatura subiu 1 ou 2 graus e não nevava, tampouco nevou nos dias anteriores. Nos intalamos no camping do outro outro lado do Rhone, em frente da muralha que circunda toda cidade, que não é pequena. Demos uma voltinha pela noite atrás de uma baguete... amanhã é que vamos explorar a cidade.
Engraçado, chega 21, 22 hs o sono bate tão poderoso que não adianta lutar, melhor se entregar à cama!

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no caminho para Volnay


registro do casal


Ponte entre Tain L'Hermitage e Tournon-sur-Rhone


a capelinha de Tain L'Hermitage


amarradão


missão cumprida, baguete!


só pra registrar, porque ainda tem uma chuvinha por aqui, a visão diante do camping de Avignon


vinho do dia - ainda temos bom vinho da Alsácia, hoje foi um pinot gris gran cru Eichberg do excelente produtor Henri Brecht. Homenagem à nossa amiga Andréa!!!

domingo, 3 de janeiro de 2010

Ano novo - Beaune - Côte de Nuits e Côte de Beaune

01.01.2010
Engelberg - Beaune

O primeiro dia do ano foi apreciado praticamente todo na estrada, com chuva e neve. Numa estrada, tivemos que fazer meia volta e alongar a viagem em muitos quilometros, devido a neve. Então decidimos ir por auto-pista o que nos deu tranquilidade para chegar em Beaune, no camping Les Boulox por volta das 20:45 hs. A idéia que tinha de circundar o Lac Leman foi literalmente por água abaixo... muita chuva prejudicando o visual, paciência, a viagem é composta também por esses elementos naturais que não podemos controlar. Seguimos viagem.
Montreaux é um balneário, uma riviera, cidade famosa pelo grande festival de jazz, tem seus encantos. O castelo de Chilon é muito bonito, mas estava fechado. A água do lago é de uma transparência impressionante, aposto que é limpa! Poucas fotos e poucos videos, chuvoso.

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André preparando percurso


lago Thun, momento bucólico


château de Chilon


orgulho suíço, premiações de um produtor de leite


02.01.2010
Passeamos pela cidade de Beaune, centro histórico e comercial da produção de vinhos da Borgonha! Uma beleza de cidade, que se animava ao cair da noite.
Sábado era dia de feira na place de la halle, espetáculo medieval, uma feira típica de uma cidade medieval fortificada. Fomos na cave Bouchard Ainé et Fils, quase todas estavam fechadas. Compras na famosa livraria Athenaeum. Confeitaria Bouché. Enfim, um dia muito agradável, porém frio. A noite degustamos o vinho do dia, um Gevrey-Chambertim 1er Cru 2002. Maravilhoso!

série noturna por Geraldine


vinho do dia


feira medieval de Beaune





Les Hospices de Beaune ou Hôtel-Dieu de Beaune



03.01.2010
Saímos antes do sol nascer em direção do château du Clos de Vougeot, paramos nos vinhedos do clos para o café da manhã no meio da vinhas. Fizemos a visita e seguimos para o Romaneé-Conti, paramos bem em frente ao muro de pedra com o nome do climat, onde o Renato Machado apóia os braços pensativo, no seu documentário "reserva especial". Almoçamos absolutamente de gala ali mesmo, em meio aquelas vinhas, solitários, tranquilos, românticos. A tarde fizemos um percurso por vários vilarejos gran cru e premier cru... acabamos parando em Aloxe-Corton e adquirindo uma garrafa referenciada no livro do Robert Joseph, Corton Clos du Roi, gran cru, safra 2002, domaine Michel Voarick. Será o vinho de hoje! Depois ainda fizemos uma visita-guiada com degustação, no Château de Pommard. É isso!

degustação no Château de Pommard


Château de Corton André - domaine dos mais prestigiados da appellation Aloxe-Corton


nós no muro do gran cru Romaneé-Conti


château du Clos de Vougeot